10 práticas sustentáveis na agricultura para preservação e conservação do solo e do meio ambiente

O solo é um recurso natural não-renovável que, devido à forte urbanização da sociedade, crescimento da população e do padrão de consumo-mercado, está sendo exigido acima da capacidade de recomposição.
Com o cenário global atual surge desafio de produzir alimentos suficientes para toda a população, estimada em 9 bilhões de pessoas até 2050 e ao mesmo tempo preservar e conservar os solos e o meio ambiente.

O solo é uma fina camada superficial da terra, e, similarmente à nossa pele são o meio sólido de interação do planeta Terra com seu ambiente. A manutenção dos solos em condições de realizar suas funções é fundamental para o bem estar e sobrevivência do planeta.

Diante disso listamos 10 práticas sustentáveis na agricultura para preservação e conservação do solo e do meio ambiente.

1- INTEGRAÇÃO LAVOURA-PECUÁRIA-FLORESTA

É um sistema que combina o cultivo de espécies arbóreas comerciais, grãos, forrageiras com a criação de animais em uma mesma área, de forma simultânea ou sequencial, com o uso sustentável dos solos. Essa tecnologia proporciona a máxima produção de alimentos, fibras e energia por unidade de área.

Segundo o especialista Ronaldo Trecenti, da Campo Consultoria e Agronegócios, de Brasília (DF), a introdução da ILPF em propriedades rurais traz vantagens como: recuperação de pastagens degradadas, maior infiltração de água das chuvas no solo, maior retenção de água no solo, ciclagem de nutrientes, maior produção de forragem na entressafra, conforto térmico, que proporciona bem-estar animal, diversificação de atividades na propriedade, redução dos riscos climáticos e de mercado, melhoria de renda do produtor, redução da emissão de gases de efeito estufa e sequestro de carbono.

2- DESCARTE CORRETO DE EMBALAGENS

É a correta destinação final às embalagens vazias dos agrotóxicos utilizados na agricultura. O agricultor deve lavar (tríplice lavagem ou lavagem de alta pressão), inutilizar as embalagens e entregar a uma unidade de recebimento indicada pelo revendedor na nota fiscal. As indústrias devem retirar as embalagens nas unidades de recebimento e dar correta finalização (incineração ou reciclagem).

3 – CONTROLE DAS QUEIMADAS

Apesar da facilidade da utilização das queimadas para limpeza de áreas recém desbravadas, seu uso deve ser condenado, pois acarreta muitos prejuízos, como a queima da matéria orgânica e volatilização do nitrogênio, o que diminui a fertilidade do solo. As áreas submetidas a queimadas sucessivas tornam-se cada vez mais pobres, o que causa a consequente degradação do solo.

4 – ADUBAÇÃO VERDE, QUÍMICA, ORGÂNICA E CALAGEM

A Adubação verde, Consiste na incorporação de plantas especialmente cultivadas para este fim ou restos de plantas forrageiras e ervas daninhas ao solo, sendo esta uma das formas mais baratas e acessíveis de se repor a matéria orgânica no solo, melhorando suas características físicas e estimulando os processos 6 Práticas de Conservação de Solo e Água químicos e biológicos. A adoção da adubação verde proporciona aumento na infiltração e retenção de água no solo, o que é importante do ponto de vista conservacionista, além de ocasionar melhoria na fertilidade do solo. Para este tipo de prática geralmente são cultivadas plantas forrageiras – que podem ser aproveitadas pelos animais e leguminosas , que são responsáveis também pela fixação de nitrogênio no solo. As principais culturas utilizadas nessa prática são milheto, sorgo, mucuna-preta, feijão-caupi, leucena, entre outras.
Já a adubação química, orgânica e calagem, são necessárias para repor regularmente os nutrientes retirados pelas culturas, de forma a manter um nível adequado desses elementos, uma vez que solo quimicamente pobre ocasiona a queda de rendimento das culturas e consequentemente redução no nível de proteção do solo. O uso de esterco ainda auxilia na melhoria das características físicas do solo. O uso de calcário deve ser feito sempre que o pH do solo estiver muito baixo, pois a acidez excessiva prejudica a absorção de muitos elementos essenciais para o desenvolvimento das plantas.

5- FLORESTAMENTO E REFLORESTAMENTO

Solos com baixa fertilidade e alta susceptibilidade à erosão devem ser ocupados com vegetação densa e permanente, como é o caso das florestas. As florestas são recomendadas também para a recuperação de solos degradados ou erodidos, bem como para a proteção de mananciais e cursos d’água. A cobertura florestal constitui ótimo empreendimento econômico na utilização de solos com restrições para cultivos de culturas anuais, uma vez que pode ser utilizada racionalmente para produção de madeira, celulose, lenha, carvão, etc. Como regra geral, devem ser reflorestadas, para fins de conservação, as áreas sem aptidão agrícola ou pecuária e as áreas definidas pela legislação (Código Florestal).

6- RECUPERAÇÃO DE PASTAGENS

As pastagens fornecem boa proteção ao solo contra a erosão quando estas são bem manejadas, porém, quando mal manejadas, o pisoteio excessivo e a alta taxa de lotação podem torná-la escassa e, dessa forma, gerar um sério problema do ponto de vista conservacionista. Uma alternativa para evitar esse problema é utilizar o sistema de pastoreio rotativo, com uso de piquetes, além de fazer a ressemeadura e adubações periódicas da pastagem, garantindo, assim, a manutenção da pastagem com densidade de cobertura capaz de assegurar suporte razoável ao gado e boa proteção ao solo contra a erosão. Uma alternativa que vem sendo utilizada atualmente é a integração lavoura-pecuária, que consiste em conciliar a pecuária com a produção de grãos em uma mesma área. Com isso, a área da propriedade é utilizada de maneira mais intensiva, reduzindo os custos de produção e aumentando o lucro.

7 – MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS (MIP)

Implantado no país há 40 anos, o MIP é uma técnica que consiste em manter as pragas abaixo do nível em que causam danos econômicos para as lavouras. O controle é feito por diversas formas : por meio de insetos, uso de feromônios, retirada e queima da parte do vegetal afetada, adubação equilibrada, poda e raleio etc. O manejo é uma alternativa proposta pela comunidade científica para diminuir o uso de agrotóxicos, que torna os insetos mais resistentes e causam contaminação dos alimentos e do lençol freático quando aplicados indiscriminadamente.

8- CORDÕES DE VEGETAÇÃO PERMANENTE, BARREIRAS VIVAS OU FAIXAS DE RETENÇÃO

São constituídas por fileiras de plantas perenes dispostas em contorno, com o intuito de dividir o comprimento da rampa, formando pequenos diques naturais com o acúmulo de sedimentos ao longo do tempo. Para isso, utilizam-se plantas com grande densidade foliar e radicular, sendo recomendada principalmente para regiões com solos rasos. As faixas de rotação devem ser estreitas, de modo a não diminuir muito a área a ser plantada, sendo que o espaçamento entre os cordões de contorno depende do tipo de solo, da cultura a ser implantada e das chuvas da região. Na prática, quanto menor a profundidade do solo e maior a declividade do terreno e a intensidade de precipitação, menor deve ser o espaçamento entre os cordões de vegetação. Algumas espécies recomendadas são: a cana-de-açúcar.

9- ROTAÇÃO DE CULTURAS

É a alternância de culturas numa dada área agrícola. Procura-se com esta prática o melhor aproveitamento da fertilidade do solo pelo aprofundamento diferenciado das raízes, a melhoria da drenagem, a diversidade biológica e o controle de pragas e doenças. Ao escolher as culturas que entrarão no sistema de rotação, é preciso levar em conta vários fatores: condições do solo, topografia, clima, mão de obra, implementos agrícolas disponíveis, características das culturas e mercado consumidor disponível.

10 – SISTEMA PLANTIO DIRETO

Neste sistema o plantio é realizado sem que haja aração ou gradagem prévia do solo, sendo a semente colocada no solo não revolvido e o plantio realizado por plantadeiras que abrem um pequeno sulco de profundidade e largura suficientes para garantir boa cobertura e contato da semente com o solo, permitindo a germinação da mesma. Nesse tipo de sistema, as plantas daninhas são controladas com uso de herbicidas, uma vez que as capinas mecânicas são dispensadas para não revolver o solo. O plantio direto consiste basicamente em três etapas: colheita e distribuição dos restos da cultura antecessora para formação da palhada; aplicação de herbicidas e plantio. É um sistema muito eficiente no controle da erosão, pois mantém os resíduos vegetais sobre o solo e promove a mobilização mínima do solo.

O solo é um recurso natural que deve ser utilizado de maneira sustentável. É um dos componentes vitais do meio ambiente e constitui o substrato natural para o desenvolvimento das plantas. Preservar o meio ambiente, e aumentar a produtividade nas mesmas áreas plantadas, para a Inquima este é o desafio.

Fonte: Embrapa , Revista Globo Rural

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