Deriva – O que é e como evitar durante a aplicação de defensivos agrícolas?

Como evitar deriva com adjuvantes antideriva

O QUE É DERIVA?

É toda a aplicação de defensivo agrícola que não atinge o local desejado, pode ocorrer por evaporação, escorrimento e/ou deslocação para outras áreas através do vento, o que gera danos econômicos e socioambientais, aumenta custos de produção e ocasiona deposição de defensivos agrícolas em lugares indesejados, prejudicando não apenas o meio ambiente, como a população que reside próximo às lavouras. Com o avanço das pesquisas e o uso de novas tecnologias disponíveis no mercado, como o ANTIDERIVA e o TA35 Inquima, é possível diminuir a porcentagem de deriva e melhorar as condições de produção do sistema agrícola.

OS PRINCIPAIS FATORES QUE LEVAM À DERIVA SÃO:

  1. O diâmetro e peso das gotas: São os fatores que mais afetam a deriva, todo o controle de deriva deve passar, obrigatoriamente pelo controle de diâmetro das gotas. Segundo Rodolfo Glauber Chechetto & Ulisses Rocha Antuniassi, gotas com tamanho entre 50 e 100 μm são classificadas como muito finas, proporcionam grande suscetibilidade em elevar a deriva, já gotas grandes conferem maior resistência em sofrer deriva, possui trajetória vertical, e apresenta maior deposição em alvos localizados na horizontal. Quando as condições ambientais forem favoráveis à deriva, gotas do tipo médias a grossas devem ser utilizadas. Em aplicações de agrotóxicos com pulverizadores de barras, as gotas formadas com tamanho iguais ou menores que 50 μm tendem a evaporar antes de atingir o alvo, já as que têm diâmetro maior que 200 μm não apresentaram redução significante até atingir o alvo desejado.
  2. A direção do vento: Em relação a áreas sensíveis é o fator de maior importância, e garante 100% de segurança, quando se trabalha com vento na direção favorável. O planejamento da aplicação deve levar em conta a direção para onde o vento sopra, este fator é vital para o controle da deriva. Podemos ter áreas sensíveis situadas a poucos metros da área em aplicação, caso não seja estudado a direção e a velocidade do vento no momento da aplicação estas áreas podem ser atingidas, causando danos às áreas e perca do produto aplicado.
  3. A temperatura: Afeta a deriva de forma secundária. Elevadas temperaturas tendem a diminuir a umidade relativa, portanto aumentam a evaporação, causando a diminuição das gotas pequenas, tornando-as mais suscetíveis à deriva. Outra maneira pela qual a temperatura afeta a deriva é através do aquecimento do solo, este fator produz correntes de ar ascendentes, que dificultam a deposição imediata das gotas.
  4. A turbulência do ar: É ocasionada por movimentos verticais da massa de ar. Se as gotas forem apanhadas por correntes de ar ascendentes, elas serão levadas a alturas maiores do que as desejadas e serão arrastadas a distâncias maiores. A turbulência do ar pode ser ocasionada por fenômenos climáticos, como aquecimento das camadas de ar mais próximas do solo, ou por ação do próprio deslocamento do avião em vôo. Os chamados “vórtices de ponta de asa”, que são turbilhonamentos do ar na região das pontas das asas são fatores que podem induzir ao aumento da deriva.
  5. A altura a partir da qual as gotas são lançadas: É um fator que deve ser cuidadosamente observado, quanto maior a altura, maior será o tempo que as gotas ficaram expostas à deriva, pois, levaram mais tempo para atingir o alvo, neste tempo podem ser arrastadas pelo vento ou sofrer o processo de evaporação. Por outro lado, é bom ressaltar que o voo baixo demais também pode ocasionar deriva, pelo efeito da turbulência gerada e efeito “rebote”. Existe uma altura adequada de voo para cada aeronave, que não deve ser superada, nem rebaixada.

COMO REDUZIR O RISCO DE DERIVA?

As principais maneiras de reduzir a porcentagem de deriva durante a aplicação dos defensivos agrícolas são: a calibragem da pressão do pulverizador; alterações nas características físico-químicas das caldas, que são influenciadas pelas formulações dos agrotóxicos e pelos tipos de adjuvantes multifuncionais adicionados a calda; e as pontas de pulverização adequadas para cada situação de trabalho. Todos esses parâmetros agem diretamente no tamanho de gotas, resultando no aumento ou redução do risco de deriva. Os adjuvantes antideriva, responsáveis por alterações nas características das caldas, vêm conquistando cada vez mais o mercado brasileiro. Estes apresentam diferentes formulações, apresentando diferentes funções no intuito de melhorar direta e/ou indiretamente o desempenho dos agrotóxicos. Uma classe de adjuvantes muito utilizados no meio agrícola são os redutores de deriva (Antideriva), que atuam principalmente no aumento do diâmetro das gotas e diminui a porcentagem de gotas sujeitas ao risco de deriva, proporcionando maior segurança e maior qualidade das aplicações em condições operacionais e ambientais desfavoráveis.

ADJUVANTES REDUTORES DE DERIVA

A Inquima desenvolve produtos que melhoram a qualidade e eficácia da aplicação de inúmeras maneiras, reduzindo custos e diminuindo os impactos ambientais. Conheça alguns Adjuvantes de calda Sintéticos, Redutores de deriva, e outros produtos recomendados:

Dúvidas ou Apoio na aplicação?

Lembre-se que, havendo necessidade de APOIO EM CAMPO para solucionar problemas na aplicação, contate um Representante INQUIMA na sua região. Nossos representantes são Agrônomos, Técnicos e Especialistas em Tecnologia de Aplicação, estamos sempre prontos para lhe atender. Preencha os campos abaixo e clique em “ENVIAR” em breve o representante mais próximo de sua região entrará em contato.

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Inquima

A Inquima atua na linha de produtos com foco em Tecnologia em Aplicação. Modernas técnicas e ciência foram desenvolvidas para dar maior aproveitamento, eficiência no manejo e eficácia no combate às pragas e ervas daninhas da lavoura. Evitando assim o desperdício e preservando o meio ambiente.

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